|
* * *
Abra sua mente, esse foi o mantra da nossa viagem. Quando tudo parecia ser um obstáculo, três mulheres viajando sozinhas, sem dominar a língua (no caso o inglês, uma das línguas predominantes na Índia), sem um roteiro definido a seguir, percebemos que estando com a mente aberta, sem desejos, sem querer da nossa maneira, sem cronograma, apenas o vazio, estávamos prontas para receber tudo que o universo nos reservaria.
A viagem foi se alinhavando de forma mágica. Tudo que gostaríamos de ver e fazer aconteceu: elefantes, camelos, casamento, o encontro com um mestre de yoga... porque aceitamos, confiamos, entregamos, e agradecemos a cada minuto. Como diria o professor Hermógenes: aceito, entrego, confio e agradeço.
Tudo só foi possível porque havia muito amor envolvido, dizia Aline, companheira da viagem. Amor que sentíamos em cada pessoa que se aproximava da gente, procurando fazer o seu melhor para que fossemos atendidas, tinham o prazer em nos fazer felizes.
Até mesmo em uma compra, o vendedor dizia depois de muita pechincha: “Are you happy?” (“Você está feliz?”). Se sim, terminava a negociação para que a energia da felicidade permanecesse no local.
Os motoristas que nos conduziram de um local para outro sentiam o tom da nossa voz, e paravam de tempo em tempo conforme nosso entusiasmo para fotos, visitas e contato com os indianos.
Em meio a tanta coisa nova, diferenças de costumes, depois de ver elefantes, manadas de camelos, noivo em um cavalo branco como um príncipe encantado, peregrinação de homens nus, Bianca, outra companheira de viajem, solta uma pérola: “Se visse agora um dinossauro passar do lado do nosso carro acharia a coisa mais natural do mundo.”
Tudo realmente é muito diferente do que estamos acostumados, a sujeira, esgoto ao céu aberto, o trânsito caótico, as cores vibrantes dos saris, traje feminino típico daquele país, a mistura de mulçumanos com hindus, etc. A espiritualidade em cada gesto só nos permite entender e aproveitar a Índia se deixarmos tudo que acreditamos ser certo ou errado para trás, sem julgamentos, apenas aceitando e abrindo a mente para o novo, para o mundo de infinitas possibilidades.
Nessa viagem pude entender que a única linguagem que existe para que as portas se abram é o amor. Não precisamos nos expressar apenas com palavras, isso é apenas uma pequena porcentagem no sistema de comunicação. Temos os gestos, a energia envolvida por meio da intenção, o olhar, o desbloqueio da mente e aí tudo flui.....
Então meus amigos, open your mind, vamos abrir nossa mente, para esse mundo de infinitas possibilidades que nos espera sempre.
Namastê.
Beta Grizzo

|